May 18
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Escrito por Ricardo Sousa   
Quinta, 19 Julho 2012 08:43

PRM “caça” reclusos da cadeia de Mieze

A POLÍCIA da República de Moçambique, em Cabo Delgado, desencadeou uma verdadeira “caça” ao homem, de modo a recapturar todos os reclusos que se evadiram terça-feira da cadeia de Mieze, naquela província.

Maputo, Quinta-Feira, 19 de Julho de 2012:: Notícias
 

Henriques Celiano, chefe das relações públicas no Comando Provincial da PRM, disse ao nosso jornal que a corporação espalhou o alerta em todos os distritos da província, e não, só com vista a neutralizar os fugitivos.

“Estamos no encalço dos foragidos”- garantiu Celiano, explicando que é uma questão de tempo, pois já foram  accionados  mecanismos com vista a reconduzir todos eles para a cadeia.

Trata-se de 71 reclusos que se encontravam encarcerados no centro prisional de Mieze, no posto administrativo do mesmo nome, distrito de Pemba-Metuge, a cerca de 20 quilómetros da cidade de Pemba, que fugiram na tarde da última terça-feira.

Os guardas ali afectos tentaram neutralizá-los, tendo, na circunstância, um recluso sido baleado mortalmente e feridos outros três, um dos quais com gravidade, por isso se encontra a receber cuidados médicos no Hospital Provincial de Cabo Delgado.

Segundo Agostinho Kalime, director provincial adjunto da Cadeia Civil de Cabo Delgado, 13 dos 71 reclusos foram já recapturados, garantindo que estão a trabalhar com vista à recaptura de evadidos.

Do grupo dos foragidos, 39 presos foram condenados à pena maior e 21 aguardavam julgamento. Facto curioso e confirmado por um guarda da cadeia provincial é que um dos fugitivos, de nome Abel, já recapturado, é a terceira vez que se evade daquela cadeia.

Kalime explicou que tudo indica que houve uma suposta negligência do chefe de permanência daquele centro prisional que, segundo a fonte, não cumpriu a sua tarefa ao mandar tirar um número elevado de reclusos, de uma vez, para o banho solar e movimentar o guarda que fica na porta da cadeia para uma outra tarefa fora do recinto prisional. Foi nesse momento que os reclusos descobriram a fragilidade da segurança da cadeia e se puseram ao fresco.

“O chefe de permanência é responsável de tudo quanto aconteceu porque não cumpriu a sua tarefa que é de assegurar que tudo aconteça como mandam as regras naquele centro. Por isso, ele e o seu colega que se tinha ausentado do posto para atender os seus caprichos estão detidos desde ontem”- disse Kalime.

Entretanto, Armando Meque, director clínico do Hospital Provincial de Pemba, disse ao nosso jornal que os três reclusos feridos continuam a receber tratamento médico naquela unidade hospitalar, afirmando que todos estão fora do perigo.

< >Zé Campos - Colaboração
 

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