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Niassa sem infra-estruturas para alavancar desenvolvimento PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Quarta, 27 Junho 2012 07:33

Niassa sem infra-estruturas para alavancar desenvolvimento

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, mani preocupação pelo incumprimento do plano de investimento público referente ao exercício económico de 2011, na província nortenha de Niassa.

 

Visita floresta comunitaria em Chimbunila na província do Niassa/Foto Ferhat Momade.

“Notamos com preocupação o facto de o investimento público não ter sido cumprido”, afirmou Guebuza, na sua primeira reacção ao informe sumário apresentado hoje, na vila sede do distrito de Chimbonila, em Niassa, pelo governador provincial, David Marizane, na sequência da presidência aberta e inclusiva a esta região do país.

Com efeito, o informe, apresentado na sessão extraordinária orientada por Guebuza, refere que o investimento público tinha como meta 731,4 milhões de meticais (o dólar equivale a 27,8 meticais) mas a execução foi aquém desta expectativa ao se situar em 682,3 milhões de meticais, o equivalente a 93 por cento.

Uma outra inquietação do mais alto magistrado da nação moçambicana resulta do facto de não obstante a produção global da província ter ultrapassado o plano de 2011 e crescido em relação a de 2010, ela continua fortemente dependente do sector agro-pecuário e florestal. “Isto mostra que temos que desenvolver as áreas industrial e de serviços para estimularmos cada vez mais o sector agrícola”, sublinhou Guebuza.

A produção global desta província, que se caracteriza por um acentuado subdesenvolvimento de infra-estruturas, apesar de possuir um solo rico em recursos naturais, situou-se em 9,8 milhões de meticais, três por cento acima do planificado para 2011.

A agricultura, pecuária e florestas contribuíram com 92 por cento. A industria e pesca com sete por cento, e o sector de transportes e comunicações com apenas um por cento.

Mesmo assim, o Presidente afirmou que o relatório revela conquistas de extrema importância em várias áreas, como a agrícola, as quais devem ser devidamente potenciadas e acompanhadas para se aferir o seu contributo na economia da província.

(RM/AIM)

 

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