May 21
Vinte milhões de dólares para saúde materno-infantil PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Sexta, 15 Junho 2012 08:02

Vinte milhões de dólares para saúde materno-infantil

VINTE milhões de dólares norte-americanos é o montante disponibilizado pelo Canadá, em apoio aos esforços empreendidos pelo governo moçambicano para melhorar a saúde materno-infantil.

Maputo, Sexta-Feira, 15 de Junho de 2012:: Notícias
 

Deste valor disponibilizado com apoio de quatro agências das Nações Unidas nomeadamente Organização Mundial da Saúde (OMS), Unicef, Programa Mundial de Alimentação (PMA)o e Fundo das Nações Unidas para a População(UNFPA), 52 por cento vão para a província da Zambézia.

A opção pela Zambézia surge do facto de a província apresentar os maiores índices de mortalidade materna e de menores de cinco anos, para além da maior prevalência de HIV e SIDA em adolescentes e jovens, elevadas taxas de desnutrição crónica.

A título de exemplo, das 500 mortes maternas em cada cem mil no país, a província da Zambézia tem uma contribuição de 518, de acordo com o censo de 2007. 

Falando após o lançamento do programa de capacitação técnica na área da Saúde em apoio aos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio 4 e 5, que consistem na redução da mortalidade infantil e melhoramento da saúde materna, o ministro da Saúde, Alexandre Manguele enalteceu o apoio dos parceiros ao mesmo tempo que reconhecia os grandes desafios que o sector tem e que com uma acção conjunta pode se trabalhar em prol das expectativas dos moçambicanos.

“Nós acreditamos e defendemos que investir na saúde da mulher e da criança representa de forma inequívoca investir no desenvolvimento social e económico e ao mesmo tempo investir no alcance dos resultados do Desenvolvimento do Milénio. Desde os primeiros anos da independência nacional, Moçambique colocou a saúde da mulher e da criança no topo das prioridades”, realçou.

Entretanto, as Nações Unidas fazem uma avaliação positiva no que tange aos sucessos alcançados na área da saúde, com destaque para a saúde materno-infantil. Jennifer Topping, coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Moçambique, disse ser motivo de satisfação o facto de verificarem que Moçambique faz parte da história do sucesso em África no que diz respeito à redução dos índices de mortalidade materna.

“Em menos de 15 ano, a mortalidade infantil baixou de 201mortes em cada 1000 partos vivos em 1997, para 97 em 2011, uma redução de mais de 50 por cento”, disse.

Topping recordou que a saúde materna e infantil não é uma responsabilidade somente do MISAU, pois é uma área que requer a colaboração de todos a nível multi-sectorial, razão pela qual vários ministérios e sectores fazem parte da iniciativa. Citou como exemplo, as Nações Unidas, através do UNFPA, Unicef, PMA e a OMS que juntam esforços para uma resposta mais ampla e multidisciplinar nesta área.

O alto Comissário do Canada, Alain Latulippe disse que apesar do projecto ter um foco na Zambézia continua a ser de âmbito nacional, pois o seu país acredita que o Ministério tem um bom plano, que as intervenções de alto impacto e de baixo custo que podem salvar vidas das mães e das crianças são bem conhecidas.

“Esperamos que este novo financiamento em combinação com o apoio das Nações Unidas na assistência técnica, procurement e distribuição, venha ajudar Moçambique a consolidar e ampliar as suas conquistas, em todas as jurisdições”, disse na sua intervenção.

 

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