May 18
Mineradora não paga compensações em Nampula – queixa-se a comunidade ao PR PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Segunda, 09 Julho 2012 10:31

Mineradora não paga compensações em Nampula – queixa-se a comunidade ao PR

POPULARES residentes no posto administrativo de Iuluti, distrito de Mogovolas, em Nampula, queixaram-se sábado último ao Chefe do Estado, Armando Guebuza, de que a mineradora WW-Investiment, uma empresa de capitais moçambicano e sul-africano,  actualmente envolvida na exploração de pedras semipreciosas na região de Muva, recusa-se a pagar compensações pelo derrube de cajueiros pertencentes às comunidades locais e de nada estar a fazer no âmbito da responsabilidade social corporativa.

Maputo, Segunda-Feira, 9 de Julho de 2012:: Notícias
 

O caso, que foi despoletado pelo cidadão Paulino Saúde, alegadamente não está a merecer a devida atenção por parte das entidades governamentais locais. Segundo afirmou, as minas de pedras semipreciosas de Muva foram descobertas pelas populações locais, tendo de um dia para outro sido surpreendidos com a chegada de equipas da Direcção Provincial dos Recursos Minerais para reclamar que a área tinha sido comprada por empresários sul-africanos.

“A empresa não só ficou com a mina, uma das nossas fontes de subsistência, como também se recusa a pagar compensações pelos cajueiros que derrubou aquando da sua instalação”, disse Saude, acrescentando que o grau de relacionamento entre a mineradora e a população de Muva não é dos melhores.

A empresa é ainda acusada de proibir as populações de consumir água, cujas fontes foram por si instaladas e falta de vontade em criar condições infraestruturais, no âmbito da responsabilidade social corporativa.

O Chefe do Estado, que tomou nota da reclamação, assegurou que o caso será investigado, com vista ao seu esclarecimento.

“Esta e outras questões que me foram colocadas, designadamente, a falta de reinserção social dos desmobilizados de guerra, salários em atraso na empresa Água de Nametil, unidade sanitária em Mpuato, estrada em condições para ligação entre Iuluti e Gilé, na Zambézia, serão analisadas para que possamos dar as respectivas respostas, sejam elas positivas ou não, mas teremos que responder, porque esta é a obrigação de qualquer servidor público deste país”, disse o Chefe do Estado.

A exploração de minérios tais como pedras preciosas e semipreciosas nalguns distritos de Nampula sempre suscitou problemas sociais e de segurança pública.

ARROZ  PROCESSADO LOCALMENTE

O CHEFE do Estado procedeu sábado à inauguração de uma unidade de processamento de arroz, no posto administrativo de Iuluti, em Mogovolas, instalada e gerida por um privado que, para a materialização do empreendimento, teve apoio financeiro do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo sete milhões.

Trata-se de uma unidade concebida para processar uma tonelada de arroz em casca por dia, cuja instalação está a estimular a produção e comercialização daquele cereal.

A processadora, segundo explicou o seu proprietário, custou 350 mil meticais, dos 450 mil que acedeu no âmbito dos sete milhões.

No comício popular orientado na sede do posto administrativo, o Chefe do Estado explicou que se não fosse a guerra, Moçambique não seria o que hoje é.

Destacou os esforços em curso, tanto da parte do Governo assim como das populações visando erradicar a pobreza.

“Sabemos que as dificuldades são imensas, mas estas dificuldades não podem constituir motivo para minar a nossa unidade nacional, principal estandarte no processo da luta contra a pobreza e outras que tivemos, como por exemplo a de luta pela independência”, disse Armando Guebuza.

Ainda em Iuluti, o Presidente da República orientou a sessão extraordinária na secretaria do posto, alargada aos presidentes das localidades, donde foi informado das realizações do ano passado e das dos primeiros cinco meses do ano em curso, nas áreas económica e social.

Ontem, o Chefe do Estado trabalhou no distrito de Meconta, onde procedeu à inauguração da rede de fornecimento de energia eléctrica, bem como na sede do posto de Corane.< >Assane Issa
 

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