May 24
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Egipto: Mubarak regressa ao tribunal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Terça, 06 Setembro 2011 05:19

Egipto: Mubarak regressa ao tribunal

O ANTIGO presidente egípcio, Hosni Mubarak, entrou ontem deitado numa maca no tribunal do Cairo para a terceira sessão do seu julgamento, segundo a televisão estatal.Maputo, Terça-Feira, 6 de Setembro de 2011:: Notícias
Mubarak, de 83 anos, que tem estado hospitalizado no centro médico internacional do Cairo, chegou numa ambulância à Academia de Polícia, onde funciona o tribunal penal perante o qual responde por acusações de homicídio e corrupção.

Antes da sua chegada, defensores e opositores do ex-presidente egípcio concentraram-se em frente da academia, onde a Polícia criou um cordão de segurança para separar os dois grupos e evitar confrontos. Ao contrário das sessões anteriores, a audiência de ontem foi realizada à porta fechada e não foi transmitida em directo pela televisão.

O ex-presidente egípcio é acusado de corrupção e de ter ordenado a repressão dos manifestantes durante os 18 dias da insurreição popular que abalou o Egipto entre Janeiro e Fevereiro deste ano, e que forçou à sua renúncia. Durante a revolta, foram mortas 350 pessoas e 5.500 ficaram feridas.

Mubarak compareceu diante do tribunal no passado dia 3 de Agosto, tendo negado todas as acusações. Na altura, acompanhado por dois filhos, apareceu deitado numa maca colocada numa zona enjaulada, destinada aos acusados na sala de audiências.

Os filhos do ex-presidente, Alaa e Gamal, acusados de corrupção, também se declararam inocentes.

 

 
Somália: Crise humanitária longe do fim PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Terça, 06 Setembro 2011 05:17

Somália: Crise humanitária longe do fim


A CRISE ligada à fome na Somália já afecta a sexta região daquele país do corno de África e segundo a ONU a situação vai agravar-se nos próximos quatro meses, uma vez que a ajuda humanitária continua reduzida. O limite da fome foi superado perante a desnutrição aguda e o índice de mortalidade registado na região de Bay, sul da Somália, em consequência de uma seca devastadora no corno de África, segundo a ONU. Maputo, Terça-Feira, 6 de Setembro de 2011:: Notícias
"Se o nível actual de resposta à crise continuar, a fome continuará a crescer nos próximos quatro meses", advertiu ontem a Unidade de Análises da ONU para a Segurança Alimentar e a Nutrição (FSNAU). "No total, quatro milhões de pessoas estão em situação crítica, das quais 750 mil correm o risco de morrer nos próximos quatro meses na ausência de uma resposta adequada em termos de envio de ajuda", avisou o texto.

"Dezenas de milhares de pessoas já morreram, sendo que mais da metade eram crianças", recordou a mesma fonte das Nações Unidas.

A região de Bay é controlada pelos rebeldes de Al-Shabab, assim como grande parte do sul e do centro e inclui sobretudo a cidade de Baidoa, uma das principais da Somália.

No total, 12,4 milhões de pessoas residentes no corno de África sofrem com a pior seca em décadas e precisa de ajuda humanitária, segundo a ONU.

A Somália é o país mais afectado em consequência da guerra civil iniciada em 1991, que destruiu grande parte das infra-estruturas e dificulta o acesso ao centro e sul do país.
 

 
CONFLITO NA LÍBIA - Trípoli teve estreita relação com a CIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Terça, 06 Setembro 2011 05:16

CONFLITO NA LÍBIA - Trípoli teve estreita relação com a CIA

DOCUMENTOS secretos revelam o alcance da estreita relação entre Mouammar Kadhafi, o Reino Unido e a União Europeia, a ponto de as autoridades britânicas terem facilitado ao Governo líbio informações sobre os seus opositores. Maputo, Terça-Feira, 6 de Setembro de 2011:: Notícias
As edições de sábado do jornal britânico “The Independent”e do periódico norte-americano Wall Street Journal indicaram, com base em arquivos a que tiveram acesso, que existiram fortes ligações entre os Governos líbio e norte-americano no mandato do ex-presidente George W. Bush.

Segundo o The Independent, os arquivos foram encontrados em gabinetes privados de Moussa Koussa, o braço direito de Kadhafi e ex-MNE, que fugiu para o Reino Unido quando começou a revolução na Líbia. Os documentos - precisa a Imprensa - estavam num edifício dos serviços secretos líbios em Tripoli e foram descobertos pela organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

Quando chegou ao país, muitos políticos britânicos defenderam que fosse interrogado sobre a responsabilidade do Governo líbio nos assassinatos perpetrados no estrangeiro, nomeadamente a agente da Polícia britânica Yvonne Fletcher. Tanto o “The Independent”como o “Wall Street Journal”, citados domingo pela agência Lusa, revelam que os Governos britânico e norte-americano cooperaram de forma estreita com Kadhafi para enviar prisioneiros com o objetivo de serem interrogados. As fontes revelam que, sob a administração de Bush, a CIA entregou presumíveis terroristas ao Governo líbio com as indicações das perguntas que lhes deveriam fazer. Em 2004, a CIA estabeleceu mesmo "uma presença permanente" na Líbia, segundo uma nota de um alto oficial da agência norte-americana, Stephen Kappes, dirigida ao chefe dos serviços secretos líbios, na época, Moussa Koussa. A missiva dá a entender relações estreitas entre os dois serviços, porque começa por "Caro Moussa" e termina com a assinatura "Steve", indicou o jornal.

Um responsável norte-americano, citado pelo mesmo periódico, recordou que em 2004 "os EUA tinham conseguido convencer o Governo líbio a renunciar ao seu programa de armas nucleares e a ajudar a deter terroristas que visassem os americanos".

Voos secretos norte-americanos transportaram dezenas de suspeitos de terrorismo por todo o mundo, na sequência dos atentados do 11 de Setembro de 2001.

De acordo com o “The Independent”, os documentos também indicam que os serviços de espionagem britânicos M16 entregaram a Kadhafi informações sobre pessoas que se opunham ao seu Governo. Acrescenta que funcionários britânicos ajudaram a redigir o esboço de um discurso para Kadhafi, quando este decidiu há alguns anos abandonar o apoio a grupos terroristas e passar a colaborar com o ocidente. Outros documentos revelam ainda que a União Europeia e o Reino Unido actuaram em nome da Líbia nas negociações deste país com a Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).

O Ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, William Hague, recusou no sábado, em declarações à Sky New, comentar estas informações, porque "dizem respeito ao Governo anterior", de Tony Blair.

Fracassam negociações

Maputo, Terça-Feira, 6 de Setembro de 2011:: Notícias
AS negociações dos rebeldes líbios com as forças ainda leais a Mouammar Kadhafi para obter uma trégua e a rendição das forças governamentais falharam, anunciou domingo à noite o negociador principal dos insurrectos.

Em declarações a jornalistas, Abdallah Kenchil afirmou que estava nas mãos do comandante das forças anti-Khadhafi decidir o que fazer em relação ao bastião de Bani Walid, a sul da capital líbia Tripoli. Há vários dias que se procurava negociar uma trégua e a rendição dos combatentes leais a Kadhafi em Bani Walid.

O porta-voz militar dos rebeldes líbios, Ahmer Omar Bani, anunciou no domingo a morte de Khamis, um dos filhos de Kadhafi, em combates na localidade de Tarhuna, a 90 quilómetros da capital, Tripoli.

Em conferência de Imprensa num hotel de Benghazi, capital dos rebeldes, Bani indicou que tanto Khamis como Mohammed Sanusi, filho do chefe dos serviços secretos militares de Kadhafi, morreram nessa localidade.

É a terceira vez num mês que Khamis é dado como morto e a informação posteriormente desmentida pelos meios de comunicação ainda afectos ao Governo.

O MNE russo, Serguei Lavrov, previu ontem que o fim do conflito na Líbia não está à vista e é do interesse dos líbios encontrar a via da paz e dar início ao diálogo, declarou hoje Serguei Lavrov, ministro russos dos negócios estrangeiros.

Depois de um encontro com o seu homólogo brasileiro, António Patriota, Lavrov sublinhou que a antiga direção da Líbia não deve ser vista como interlocutora, mas que nas conversações devem participar as forças políticas, étnicas e tribais que ela representa, que antigos dirigentes líbios devem participar no processo de reconciliação nacional.

O dirigente da diplomacia russa acrescentou que a posição dos BRICS sobre os acontecimentos na Líbia e na Síria continua a ser a mesma: a não permissão da violência, a necessidade de garantir a segurança da população civil. “O que ocorre na Líbia não nos pode satisfazer. A principal tarefa que o Conselho de Segurança colocou foi a defesa da população civil, mas ela morre em grande quantidade”, alertou.

Serguei Lavrov anunciou que Moscovo continuará os contactos com a Comissão Nacional de Transição da Líbia.

Argel reitera questão humanitária

Maputo, Terça-Feira, 6 de Setembro de 2011:: Notícias
Entretanto, o primeiro-ministro argelino, Ahmed Ouyahia, reiterou domingo em Argel, a decisão do seu país em acolher os próximos de Kadhafi, que suscitou protestos da rebelião líbia, assegurando que se trata de um gesto humanitário e que por isso, essas pessoas se encontram sob protecção dos argelinos, noticiou ontem a AFP.

A Argélia acolheu a 29 de Agosto, três filhos de Kadhafi - Aisha, que deu à luz uma menina em terra argelina, Mohammed e Hannibal, acompanhados da Safia, a segunda esposa do líder líbio.

O acolhimento destas pessoas, é “um caso humanitário no quadro do tratamento pela Argélia de outros casos humanitários”, declarou Ouyahia.

As relações entre a Argélia e o CNT, já tensas desde o início do conflito na Líbia, deterioraram-se ainda mais, após o anúncio da chegada dos parentes de Kadhafi à Argélia.

 

 
KaMavota: Efectuadas mais de mil novas ligações de água PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Terça, 06 Setembro 2011 05:14

KaMavota: Efectuadas mais de mil novas ligações de água

MIL e seiscentas novas ligações domiciliárias de água foram efectuadas no primeiro semestre deste ano no bairro de Albasine, Distrito Municipal KaMavota, na cidade de Maputo. Maputo, Terça-Feira, 6 de Setembro de 2011:: Notícias
As novas ligações foram estabelecidas no âmbito do projecto de expansão da rede de abastecimento de água aos distritos municipais da cidade do Maputo, num financiamento do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG).

A informação foi avançada recentemente pela administradora do Distrito Municipal KaMavota, Estrelinda Ndove. Esta responsável explicou que as ligações foram feitas na sequência da construção de quatro pequenos sistemas de abastecimento de água com capacidade de 40 mil litros cada um.

“Isso permitiu o aumento da nossa capacidade de fornecimento de água para mais munícipes e consequente redução do número de pessoas sem acesso a este recurso”, afirmou a vereadora.

Para tal, foram aplicados um pouco mais de dois milhões de dólares para a construção de sistemas de distribuição nos bairros suburbanos da capital. Oito pequenos sistemas foram construídos no Distrito Municipal KaMubucuana e quatro no KaMavota.

A implantação destes sistemas está integrada no projecto do FIPAG de alargar o fornecimento de água às cidades do Maputo, Matola e o distrito de Boane, num financiamento de 95 milhões de euros feito conjuntamente pelo Governo de Moçambique, Banco Europeu de Investimentos, União Europeia, Governo da Holanda, através do Programa ORET e a Agência Francesa de Desenvolvimento.

As obras compreendem a ampliação da Estação de Tratamento de Água do Umbelúzi para permitir uma produção adicional de 96 mil metros cúbicos/dia, construção de 19 quilómetros de uma nova conduta de transporte de água do Umbelúzi para Matola e melhoria das já existentes, edificação de novos centros distribuidores em Tsalala, Boane, KaTembe, Belo Horizonte e Matola-Rio.

 

 
INHAMBANE - Há atrasos no pagamento de horas extraordinárias PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Terça, 06 Setembro 2011 05:12

INHAMBANE - Há atrasos no pagamento de horas extraordinárias

O atraso no pagamento de horas extraordinárias relativas aos meses de Junho, Julho e Agosto e salários referentes ao mês de Agosto último está a criar um descontentamento no seio de alguns professores das escolas públicas na cidade de Inhambane os quais, na sequência do facto, ameaçaram na semana passada, paralisar as actividades lectivas.

Maputo, Terça-Feira, 6 de Setembro de 2011:: Notícias
A ameaça da paralisação das actividades lectivas está a preocupar os discentes dos diferentes níveis de ensino que, na sequência do facto, receiam ver o processo de ensino e aprendizagem afectado, sobretudo neste momento que se prepara a sua avaliação final que vai culminar com a realização dos exames dentro dos próximos dois meses.

Dados em nosso poder indicam que, nos últimos três meses, o pagamento dos ordenados na função pública, tem vindo a registar ligeiros atrasos, uma situação que resulta da implementação de uma nova estratégia de processamento e remuneração de salários na chamada E-Folha.

Actualmente, segundo soubemos, foi introduzida uma nova metodologia que autoriza as instituições estatais a efectuar o pagamento de salários sem que o processo passe pela Direcção Provincial do Plano e Finanças, através do Sistema de Administração Financeira de Estado (SISTAF) que preconiza a transferência do dinheiro para as contas dos funcionários.

Este novo processo, de acordo com informações vindas da Direcção Provincial do Plano e Finanças, tem estado na origem dos pequenos atrasos que se verificam, uma situação que, entretanto, com o andar do tempo poderão ser ultrapassados.

No entanto, o director provincial da Educação, Pedro João Baptista minimiza a ameaça da paralisação das actividades lectivas por parte de alguns docentes afirmando que tal não passa de um falso alarme, pois, de acordo com as suas palavras, os salários estão sendo pagos normalmente. Pedro Baptista reconheceu, no entanto, que os atrasos que se verificam no pagamento dos salários e das horas extraordinárias trazem complicações na administração familiar facto que indicou que vai ser ultrapassado.

Na semana passada, as estruturas da Educação iniciaram o processo de actualização da prova de vida dos funcionários do sector, incluindo docentes. “Aqui pretendemos saber onde cada professor exerce, de facto, as suas actividades e há quanto tempo”, disse Pedro Baptista.

A-propósito, o director provincial da Educação revelou que a um dado momento foi confrontado com situações de funcionários e professores que, no lugar de estar nas escolas para onde foram enviados, estão a trabalhar em outros locais, situação que, segundo explicou, baralha todo o esquema de gestão de recursos humanos, materiais e financeiros, sobretudo do processamento das chamadas horas extraordinárias.

“Em algum momento encontrei, em Morrumbene, um professor que devia estar em Massinga, e noutro um professor abonado em Massinga mas a trabalhar em Maxixe”, disse Pedro Baptista acrescentando que o pagamento de horas extraordinárias só será feita depois de uma argumentação a se apurar no recenseamento de funcionários já em curso”, conclui Pedro Baptista acrescentando que os processos das horas extraordinárias, são pagas com toda fundamentação necessária.

“Já dissemos, no início deste ano, que as horas extraordinárias, pelo menos nesta província, serão pagas com autorização conjunta das direcções de Educação e das Finanças porque nós temos que saber quem tem mais horas e quem tem menos horas e ainda quem é que não completa horas pedagogicamente aceite, pois, não faz sentido que um professor tenha mais horas quando alguns professores trabalham pouco, ou seja, não completam horas”, disse.

O recenseamento dos funcionários da Educação visa, igualmente, recolher dados sobre a capacitação dos mesmos, isto é, apurar se cada funcionário já sabe quando é que se beneficiará de uma bolsa de estudo com vista a permitir a preparação dos orçamentos de funcionamento e de salários nos próximos anos.

Victorino Xavier

 

 


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