May 19
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TETE - Província produz 480 mil toneladas de cereais PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Quinta, 09 Maio 2013 06:34

TETE - Província produz 480 mil toneladas de cereais

A província de Tete conseguiu, durante a primeira época da presente campanha agrícola, produzir 479.319 toneladas de cereais, quantidade que abre boas perspectivas para uma garantia da segurança alimentar nos próximos meses.

Maputo, Quinta-Feira, 9 de Maio de 2013:: Notícias
 

O Chefe dos Serviços Provinciais de Agricultura, Constantino Alexandre, que revelou o facto ao “Notícias” disse que as necessidades de consumo da província estão estimadas em 347.531 toneladas de cereais, o que de acordo com as suas palavras, significa que há um excedente de 131.787 toneladas.

Apesar dos excedentes de cereais previstos, ainda de acordo com Constantino Alexandre, de uma forma geral a produção da primeira época da presente campanha agrícola na província não cobre as necessidades alimentares de uma parte da população residente nos distritos de Mutarara, Changara; parte sul de Moatize, Cahora Bassa, Mágoè, Chiúta e cidade de Tete.

“Estas zonas apresentam-se como as que terão alimentos num período de quatro a cinco meses, enquanto as restantes regiões esperam colher alimentos suficientes que possam ser consumidos até a próxima campanha agrícola” - disse o Chefe dos Serviços Provinciais de Agricultura em Tete.

A insuficiência no aprovisionamento de semente devido à interrupção do seu fornecimento pela Direcção Nacional de Agricultura sem informação atempada, escassez de mercados de venda insumos agrícolas como fertilizantes, aliados ao problema das vias de acesso para os distritos de Mutarara, Zumbu, Mágoè, Chifunde e Tsangano, constituem alguns dos constrangimentos que contribuíram, negativamente, para boa produção na presente safra.

Para o incremento da actividade de produção agrícola, foram distribuídos 101 bovinos para tracção animal e fêmeas para reprodução, 18 charruas e igual número de carroças a 43 famílias camponesas nos distritos de Mutarara, Changara e Moatize, os maiores afectados pela seca cíclica ao nível da província de Tete.

De acordo com o Chefe dos Serviços Provinciais de Agricultura, em Tete, um centro de prestação de serviços agrários, com três tractores agrícolas e respectivas alfaias, será montado nos próximos meses em Fíngoè, sede do distrito de Marávia, para atender às necessidades dos camponeses dos distritos de Marávia e Zumbu, por sinal potenciais produtores agrícolas na província.

“Vamos massificar o uso dos recursos hídricos e o fabrico e o uso do composto orgânico para contribuir no aumento da produtividade e produção”, disse Constantino Alexandre.

A Direcção Provincial de Agricultura, em Tete, prevê ainda antes do arranque da próxima campanha agrícola, em Outubro próximo, a contratação de 50 novos extensionistas para formar uma equipa de pelo menos oito técnicos e um supervisor para cada distrito.

“Vamos promover o agroprocessamento de produtos agropecuários, de modo a contribuir na redução da desnutrição ao nível da província” - disse a nossa fonte.

  • Bernardo Carlos
 
COOPERAÇÃO MOÇAMBIQUE-INDONÉSIA: Entrelaçar-se no presente e a pensar no futuro PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Quinta, 09 Maio 2013 06:28

COOPERAÇÃO MOÇAMBIQUE-INDONÉSIA: Entrelaçar-se no presente e a pensar no futuro

NA história recente a Indonésia é conhecida entre os moçambicanos no contexto da questão timorense e da tragédia de 2004, em que milhares de pessoas morreram na sequência de um tsunami que se abateu sobre o país do sudeste asiático, banhado também pelo Oceano Índico.

Maputo, Quinta-Feira, 9 de Maio de 2013:: Notícias
 

Entretanto, o que muitos podem não saber é sobre os passos que o arquipélago, com três mil ilhas (algumas não ocupadas), foi dando e que o coloca na possibilidade de ombrear proximamente com os países conhecidos como os tigres asiáticos.

Até 2008 a Indonésia vinha registando um crescimento económico extraordinário na ordem de oito porcento, ritmo esse que reduziu para os actuais seis porcento por conta da crise mundial que afectou os tradicionais mercados do arquipélago, nomeadamente a Europa e os Estados Unidos.

Mesmo assim, o país, um mercado de 250 milhões de habitantes e uma das maiores reservas de ouro no mundo, continua a ser o quarto maior parceiro comercial dos Estados Unidos.

Como muitos outros países, continua com enormes desafios, como a pobreza (um dos maiores problemas de desenvolvimento), e o desemprego, o que entretanto não ofusca a tendência do país de se juntar proximamente ao grupo dos chamados tigres asiáticos. A base dessa pujança teve origem no petróleo e gás, embora hoje a sua economia tenha deixado de depender apenas destes dois recursos.

Continua um dos maiores produtores de gás natural, mas o mesmo já não acontecendo em relação ao petróleo.

O embaixador da Indonésia em Maputo, Harbangan Napitupulu, recorda que o país foi um dos maiores produtores mundiais de petróleo e, por essa via, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), grupo de que, entretanto, deixou de pertencer em 2008 devido ao facto de se ter tornado num dos importadores daquele mesmo recurso, ou seja, hoje consome e importa mais do que produz.

Esta nova realidade, segundo a explicação do chefe da representação diplomática indonésia em Maputo, tem a ver com o aumento das necessidades energéticas internas: o desenvolvimento industrial e uma população cada vez mais crescente e a consequente pressão sobre aqueles recursos.

Neste momento, de acordo com dados revelados ao “Notícias” em Jacarta, a Indonésia produz cerca de um milhão de barris de petróleo por dia para uma necessidade de consumo de um milhão e meio de barris/dia.

As indústrias aeronáutica (civil e militar), automobilista, a têxtil e o agro-processamento, este último responsável pela provisão de alimentos e preços baixos, parecem ser uma aposta para a diversificação dos motores de desenvolvimento, impondo respeito pelo país não só a nível regional.

Aliás, analistas internacionais desta área já falam da possibilidade de o arquipélago vir a integrar o BRICS (um grupo de potências emergentes constituída por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o que alteraria a sua designação com a introdução de mais um “I”, desta feita da Indonésia.

Da explanação do embaixador Harbangan Napitupulu, pode-se depreender que o país estaria também preocupado em garantir novas fontes de energia necessária para continuar a alimentar o crescimento almejado e procurar novos mercados. Essas fontes podem ser encontradas em África, onde estão a ser descobertas importantes reservas de recursos naturais.

Um diplomata indonésio dizia a um grupo de estudantes do Ensino Superior em Bandung, no fim-de-semana, que os recursos que estão a ser descobertos em Moçambique, sobretudo o gás, poderão dentro de 10 anos mudar completamente o país.

Em Moçambique a Indonésia está presente neste processo através de uma empresa envolvida na pesquisa de gás e petróleo desde 2009 na província de Sofala, onde já investiu 10 milhões de dólares, segundo dados prestados pelo embaixador de Moçambique naquele país asiático, Carlos Agostinho do Rosário, mas que poderão atingir 13 milhões já no fim do semestre, de acordo com fontes indonésias.

O que se oferece igualmente entender é que tanto a Indonésia como Moçambique estarão atentos aos desenvolvimentos do que se está a registar em cada um dos países. O know-how que a Indonésia tem, sobretudo na área de hidrocarbonetos, poderá ser uma mais-valia para os recursos que Moçambique está a descobrir no seu subsolo. Mas também o nosso país poderá aproveitar a experiência da Indonésia na agricultura e têxteis, com uso de tecnologias modestas que se podem adequar facilmente à realidade moçambicana e trazer muito rapidamente bons resultados.

O que ficou claro entre os dois lados, a julgar, sobretudo, pelo discurso do ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação do nosso país, é que esta cooperação tem de ser mutuamente vantajosa. “A Indonésia tem experiência nos domínios em que já estamos a trabalhar, mas nós temos algo a oferecer (os recursos). Vamos juntar as sinergias”, referia Balói. Lembrariam estas palavras o bem conhecido conceito de cooperação Sul-Sul, em que todos saem a ganhar e neste caso entre estes dois países que se podem considerar de vizinhos distantes. Ambos são banhados pelo Oceano Índico e pertencem aos países da Orla do Índico.

Cidade de Jacarta
Cidade de Jacarta

Olhemos para a frente

 

Maputo, Quinta-Feira, 9 de Maio de 2013:: Notícias
 

Moçambique foi o país da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) que esteve na vanguarda contra a ocupação de Timor-Leste pela Indonésia, um problema que teve o seu desfecho com a ascensão da ex-colónia portuguesa à independência em 2010.

O reconhecimento do papel de Moçambique e da sua influência sobre a FRETILIN, o principal actor para a solução do problema, trouxe em 1991 a Maputo o então ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Ali Alatas, uma personalidade então bastante conhecida nos corredores diplomáticos internacionais.

Em 1999 Moçambique abre Embaixada em Jacarta para em 2010 ser a vez da Indonésia fazer o mesmo em Maputo.

Desde então iniciaram contactos diplomáticos e outras que em tão pouco tempo deram resultados considerados por diplomatas dos dois países como muito positivos, tendo no seguimento disso assinado vários memorandos nos domínios da ciência e tecnologia, segurança pública, comércio, emponderamento da mulher, formação e desenvolvimento da capacidade institucional. Ao abrigo destes instrumentos muitos moçambicanos têm estado a beneficiar de formação.

Paralelamente, as trocas comerciais estão em crescendo, sendo a Indonésia um dos maiores importadores do algodão produzido em Moçambique.

Tendo em conta estes avanços em relativamente pouco tempo, o ministro Oldemido Balói disse ao seu homólogo indonésio, R.M. Marty M. Netalegawa, que a cooperação em todos os domínios está a registar progressos.

Perante a imprensa Balói referiu que o nosso país é um daqueles que estão bastante satisfeitos pelo facto de o problema de Timor-Leste ter sido resolvido, pois colocava Moçambique numa situação difícil.

“Era difícil ver dois amigos próximos a confrontar-se entre eles. Estamos satisfeitos por isso ter chegado ao fim. Estamos satisfeitos em ir a Timor e ouvir boas coisas sobre a Indonésia e virmos à Indonésia ouvirmos boas coisas sobre Timor-Leste”, disse o governante.

“É assim que tem que ser. Vamos esquecer o passado e concentrarmo-nos no presente e principalmente no futuro”, sublinhou.

  • Lázaro Manhiça, em Jacarta
 
SAÚDE - Parceiros firmes mas querem transparência PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Quinta, 09 Maio 2013 06:23

SAÚDE - Parceiros firmes mas querem transparência

OS parceiros do Governo na área da Saúde manifestaram ontem, em Maputo, o seu cometimento em continuar a apoiar as autoridades sanitárias na melhoria da qualidade dos serviços prestados ao cidadão. Por seu turno, o Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, considerou que um dos principais desafios do sector é actualmente a mortalidade materno-infantil.

Maputo, Quinta-Feira, 9 de Maio de 2013:: Notícias
 

Falando na primeira sessão do Comité de Coordenação Sectorial de 2013, que reúne o Governo e seus parceiros de cooperação na Saúde, Manguele apontou com satisfação a ocorrência de melhorias significativas nalgumas áreas. Porém, o mesmo já não acontece na Saúde Materno-Infantil, em que a mortalidade perinatal, neonatal e materna não mostram sinais de melhorias há cinco anos.

Alexandre Manguele citou, sem avançar números, os resultados do Inquérito Demográfico e Saúde de 2011, que dão tal ilustração, e descreveu o cenário de preocupante. “Como sabemos, as taxas de mortalidade neonatal e materna são dois indicadores sensíveis à melhoria do acesso a serviços de saúde de qualidade. Assim, quero convidar a todos a reflectirem em torno deste grande desafio, pois precisamos com urgência de elaborar uma estratégia eficaz para a redução da mortalidade materna e neonatal com medidas de rápido impacto”, disse.

Do rol dos desafios do MISAU consta a preocupação no que tange à redução do risco de transmissão do HIV da mãe para o filho e a cobertura do tratamento anti-retroviral pediátrico, as baixas taxas de planeamento familiar no país, a subnutrição crónica, a qualidade dos serviços prestados e a questão de infra-estruturas de saúde, que continuam insuficientes.

A realização de grande parte das acções do MISAU acontece graças ao apoio dos parceiros, que nesta reunião apresentam inquietações relacionadas com o problema de gestão financeira.

O alto-comissário do Canadá, Alain Latullippe, lamentou, em representação dos parceiros, o facto de se registar pouca transparência no que tange à gestão das finanças públicas e frisou que o que deve ser feito agora é, em conjunto, analisar-se o que aconteceu no ano de 2012 e perspectivar acções para os próximos meses.

“Para nós, como parceiros, o que importa neste momento é sentarmos e em conjunto fazermos o diagnóstico e juntos com o Governo rectificarmos as fraquezas que existem. É isso que importa porque os constrangimentos e as dificuldades todos nós sabemos que existem e o desafio é resolvê-los”, disse.

Na sua intervenção, Alain Latulippe lembrou que os governos, os parlamentos e os povos dos países doadores estão cada vez mais atentos ao uso dos recursos da solidariedade e da cooperação internacional.

“Juntos temos a necessidade de fazer a demonstração que cada dólar, cada euro, cada metical, está sendo usado para seu objectivo final: melhorar a saúde do povo moçambicano. O Governo e os países estão juntos nesta batalha e o beneficiário final é o cidadão do país”, disse Latulippe.

Entretanto, nem tudo anda mal, na óptica dos doadores. Por exemplo, na cadeia de abastecimento de medicamentos fala-se de um progresso considerável na mudança do enfoque do diálogo sobre a matéria a partir de uma gestão da crise para a planificação estratégica.

 
Desvio do erário público acarreta enormes danos – alerta PGR na Assembleia da República PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Quinta, 09 Maio 2013 06:16

Desvio do erário público acarreta enormes danos – alerta PGR na Assembleia da República

O Procurador-geral da República, Augusto Paulino, disse ontem no Parlamento que se registam em algumas instituições públicas e de forma reiterada desvios de somas de dinheiro do erário público, com enormes prejuízos para o Estado, que muitas vezes tem que mobilizar recursos adicionais para a reposição do que foi desviado com vista à concretização dos objectivos planificados no contexto do Orçamento do Estado.

Maputo, Quinta-Feira, 9 de Maio de 2013:: Notícias
 

Segundo Augusto Paulino, estas práticas manifestam-se fundamentalmente através da duplicação de salários e subsídios, pagamento de salários acima do devido ou pagamento de salários a funcionários inexistentes, processamento de ajudas de custo com dias a mais e de subsídios a favor de funcionários sem direito correspondente.

Falando na apresentação do seu Informe Anual ao Parlamento sobre o Estado Geral da Justiça no país, o Procurador-Geral da República disse que com vista ao combate a estas práticas foi reforçado o controlo e expandida a rede do Sistema de Administração Financeira do Estado (e-SISTAFE) e, ainda, reforçadas as auditorias interna e externa nas instituições públicas.

“O Estado foi indiciariamente lesado em 62,9 milhões de meticais, tendo sido recuperados 17,4 milhões e duas motorizadas, contra 691,3 mil meticais em igual período do ano anterior”, disse Augusto Paulino.

Para além de revelar dados sobre o combate à corrupção no Aparelho do Estado, o Informe Anual do PGR versa sobre diversos outros aspectos da administração da justiça no país, com destaque para as realizações do reforço institucional da PGR, acções de combate ao crime organizado, raptos, sequestros, homicídios, acidentes de viação, entre outros.

No que tange à questão de combate ao crime organizado, Augusto Paulino disse que a PGR, com apoio de parceiros internacionais, está apostada na formação de quadros com vista à sua especialização, sobretudo para o combate de raptos e pedidos de resgate, crimes cibernéticos, tráfico de drogas e de pessoas, entre outros.

Reagindo ao informe, os deputados da bancada parlamentar da Frelimo pediram o agravamento de penas punitivas para os praticantes dos chamados crimes hediondos e mostraram vontade de apreciar positivamente esta informação por considerarem que esta espelha a realidade da prática da justiça no país e apresenta melhorias no quadro da aplicação desta.

Por sua vez, os deputados das duas bancadas da oposição, Renamo e MDM, consideraram que o informe carece dos principais aspectos para o combate à criminalidade no país e deploraram o facto deste não apresentar informações sobre o que chamaram de privações das liberdades constitucionais dos cidadãos, com destaque para as perseguições políticas que acabam coartando o direito dos membros dos partidos da oposição de praticarem as suas actividades políticas.

O debate em torno da Informação Anual da Procuradoria-Geral da República prossegue esta manhã na Assembleia da República.

 
MOÇAMBOLA 2013 - Mambo suspenso por três jogos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Domingo, 05 Maio 2013 06:38

MOÇAMBOLA 2013 - Mambo suspenso por três jogos

MAMBO, jogador do Costa do Sol, foi suspenso pelo Conselho Disciplinar da Liga Moçambicana de Futebol por três jogos por proferir palavras injuriosas contra a equipa de arbitragem no desafio contra o Têxtil de Púnguè referente à sexta jornada do Moçambola.

Maputo, Sábado, 4 de Maio de 2013:: Notícias
 

Para além de ficar afastado dos relvados, o atleta terá de pagar uma multa de mil meticais.

De duas épocas a esta parte, Mambo, um dos jogadores mais experientes e ex-capitão da equipa “canarinha”, tem sido remetido ao banco de suplentes e vai hoje cumprir o primeiro jogo de castigo diante do Estrela Vermelha da Beira na abertura da sétima jornada do Moçambola.

O jogo entre o Costa do Sol e o Têxtil, realizado em casa dos “fabris”, terminou empatado a um golo.

 


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